A interação humana com os diferentes tipos de equipamentos e aplicações é maioritariamente conseguida através da visão, do som e do toque. Na maioria dos casos, o feedback visual desempenha o papel principal na interação entre os seres humanos e os dispositivos, o que força o utilizador a manter o foco no próprio equipamento. Para melhorar a interação do utilizador em termos de conforto, tempo e precisão, o uso de feedback háptico nas diferentes interfaces tem sido cada vez mais considerado uma opção relevante. Nos últimos anos, o feedback háptico tem sido estudado e incluído em vários tipos de interfaces para melhorar o desempenho e a experiência do utilizador nas diferentes áreas de aplicação. Por exemplo, o feedback háptico tem sido usado em interfaces especificamente voltadas para pessoas com deficiências visuais, realidade virtual, uso medicinal, dispositivos de interação multimédia, entre outras.

Tradicionalmente, o uso de controlos remotos para interação com equipamentos multimédia, como por exemplo, o telecomando, é apenas baseado em botões mecânicos, por isso é comum encontrar dispositivos de controlo remoto totalmente cobertos com botões para várias funções de interação. Aproveitando a recente evolução impulsionada pelos smartphones, os dispositivos tradicionais de controlo remoto têm adotado progressivamente tecnologias mais avançadas, a fim de melhorar a interação com o utilizador.
De forma a competir no mercado dos equipamentos multimédia, os novos produtos devem ter menores dimensões, ser inovadores e terem uma maior adaptabilidade sem afetar a vida útil da bateria. Devido à rápida evolução dos sensores, atuadores e algortimos de machine learning, hoje em dia o toque e a voz assumem um papel relevante no contexto da interação e comunicação. Como tal, as interfaces hápticas e os dispositivos capazes de reconhecer comandos de voz estão entre as recentes inovações introduzidas em muitas interfaces interativas.
Em relação às interfaces de deteção de toque existentes nos dispositivos de controlo remoto, uma de suas limitações é a ausência de feedback que melhora a experiência do utilizador e proporciona um controlo mais avançado. A figura ao lado apresenta um protótipo desenvolvido para o estudo de diferentes feedbacks hápitcos a incorporar num telecomando.
Não existe, nem se espera que exista num futuro próximo, uma única forma de interação que seja a melhor para todos os tipos de conteúdos, além de que a interação com a televisão, numa situação típica de sala de estar, tem características de contexto muito específicas e casos muito variados: desde o caso mais comum em que o utilizador está a descansar a desfrutar da visualização de conteúdos e apenas pretende mudar de canal e controlar o volume com uma frequência muito baixa, aos jogos cada vez mais comuns em que a interação por parte do utilizador é ativa e constante, passando pela utilização de aplicações, redes sociais e consulta/pesquisa de informação.
Objetivos para esta vertente:
- Estudo de diferentes interfaces hápticas/toque e tecnologia subjacente;
- Avaliação experimental e análise comparativa do desempenho das diferentes interfaces hápticas/toque;
- Desenvolvimento e construção de um protótipo;
- Produção de documentação detalhando o estudo e os resultados obtidos.

